Kareem Chehayeb entrevista Bumblefoot!


Ron Thal, Mais conhecido pelo nome artístico Bumblefoot, faz parte da atual formação do Guns N' Roses, liderado por Axl Rose. Além de estar no GNR, Bumblefoot é também um artista solo e produtor. Ele lançou 9 álbuns até então, começando com seu disco de estreia "The Adventures of Bumblefoot.", em 1995 

Recentemente, Ron voou para Dubai, EAU, para se apresentar com a banda local Point of View no lançamento de seu último álbum "Revolutionize the Revolutionary." Durante sua visita a DubaiBumblefoof também visitou o Dubai Autism Center para tocar algumas músicas para as crianças.

Kareem Chehayeb teve uma chance de conversar com Bumblefoot sobre Guns N' Roses e como ele foi chamado para juntar-se à banda, ele também falou sobre se apresentar com o Point of View e como sua segunda visita aos EAU foi diferente da sua primeira estada quando se apresentou com o Guns N' Roses no Flash Forum, além de outros assuntos.

Ser guitarrista de uma banda como o Guns N' Roses é uma grande conquista, e deve ser uma grande experiência! Como isso aconteceu?

Ron: Isso aconteceu há mais de 8 anos atrás quando o GNR fez contato. No momento, eu estava lançando meus próprios álbuns, fazendo turnês, produzindo ótimas bandas, fazendo participações com artistas legais, licenciando músicas para programas de TV e videogames, ensinando produção musical em uma Universidade, minha vida estava completa e gratificante e a ideia de colocar tudo isso de lado para entrar em outra banda...eu lhes disse não. Um ano e meio depois eles entraram em contato novamente e nos acertamos. Eu tive de cancelar uma vindoura turnê do Bumblefoot da Rússia até a Islândia, parar de lecionar, colocar as produções em espera assim como meus próprios álbuns, e tentar ser capaz de conciliar tudo. Nós tocamos 7 vezes, eu aprendi todas as músicas não lançadas do Chinese Democracy ouvindo-as em um laptop por meia-hora com um papel e caneta em mãos, e caímos na estrada. 

Como foi sua primeira vez nos EAU? Como foi diferente da sua segunda visita, onde você esteve em um ambiente mais intimista com a cena de rock/metal local em contraste ao tocar com o Guns N' Roses em uma enorme casa de shows?

Ron: A primeira visita foi mais turística. Desta vez foi mais 'real', fazendo mais coisas que os locais fazem. Eu curto os dois, mas eu gosto mais quando você pode conhecer um lugar e ele começa a parecer sua casa. Tudo pareceu assim, graças aos caras do Point of View( http://www.facebook.com/pointofviewdubai ).

Você pegou seu violão e visitou o Dubai Autism Center com Nik Uzi (Point of View) para divertir as crianças lá. No The National (EAU) você disse que sua consciência sobre o autismo veio da sua criação em Staten Island.Você acha que os músicos não têm feito sua parte ao colaborar com boas causas tanto quanto eles deveriam?

Ron: Eu acho que as pessoas fazem o que elas podem. Músicos ou não. Quando as vidas das pessoas estão em um ponto em que elas podem doar, elas doam. As pessoas precisam tomar conta delas mesmas para estarem aptas a ajudar as outras, e geralmente esse é um desafio.

Você tem uma rotina especial de aquecimento antes de tocar guitarra ou se apresentar ao vivo?

Ron: Geralmente eu fico andando pela sala com a guitarra em mãos, tocando qualquer coisa, apenas mantendo os dedos aquecidos. Eu talvez passe as músicas que estou prestes a tocar, para minha própria confiança de ter certeza que eu sei o que estou fazendo. Mas nenhuma rotina de aquecimento específica, apenas ficar improvisando...

Antes de Nik Uzi entrar em contato contigo, você já tinha ouvido muitas bandas de rock e metal de Dubai ou do resto do Oriente Médio?

Ron: Não muitas. Tem muita música boa no mundo todo, mas é o inesperado que nos leva a ver o que está por aí especificamente. Fico feliz que as coisas se acertaram desse jeito.

Você se apresentou extensivamente ao longo de sua carreira; da América do norte à Europa ao Japão (E o GNR está prestes a tocar na Índia, se estou correto). Quais são alguns de seus shows mais memoráveis?

Ron: Sim, Índia está nos planos para Dezembro, estou animado pra isso! São as coisas que ocorrem fora do palco que geram as memórias mais fortes da estrada. A história, comida, arquitetura, arte, socialização...tive experiências memoráveis de todos os lugares em que estive, pra falar a verdade. Moscou, Rio, Londres, Praga, Tóquio, Tel Aviv, Istambul, posso listar centenas de lugares...e claro Dubai e Abu Dabi.

Como é estar na estrada? Pelo que li em sua bio parece que você teve experiências maravilhosas mas também momentos duros. Assumo que as experiências diferem entre seus diferentes projetos, mas diga quais são os altos e baixos.

Ron: Primeiro, os baixos... estar doente ou machucado e tentar aguentar por um show quando você não está fisicamente apto para tal. Isso é o pior, não apenas fisicamente mas mentalmente, é um sentimento vulnerável de impotência. E quando sua família em casa precisa de você e você não pode está lá pra eles. Os altos são sobre fazer as pessoas felizes, essa é a razão primária do entretenimento. Quando uma audiência te surpreende e abre uma bandeira sobre suas cabeças cercando umas 100 pessoas, é uma visão incrível. Quando elas chegam e dizem que sua música lhes ajudou a superar momentos difíceis, quando você pode fazer música para pessoas que necessitam, isso é o que importa mais. Esses são os pontos altos.

Você é um guitarrista incrivelmente versátil! Quem você diria que são suas maiores influências?

Ron: Obrigado! As maiores influências da guitarra são foram Eddie Van Halen e Jimi Hendrix.

Como o nome “Bumblefoot” apareceu? E como surgiu a ideia da sua guitarra do pé com asas? Você teve a ideia e passou para a Vigier Guitars?

Ron: O apelido veio do nome da minha banda, lançando músicas do “Bumblefoot” nos últimos 15 anos. Antes da banda, esse era o nome do meu primeiro álbum “The Adventures of Bumblefoot” pela Shrapnel Records no meio dos anos 90... o nome daquele disco veio de uma música chamada Bumblefoot que estava em uma compilação no começo dos anos 90 e tornou-se a faixa-título do disco...eu escrevi a música quando ajudava minha namorada a estudar, ela estava na faculdade de veterinária, e Bumblefoot, conhecida como Ulcerative Pododermatitis era uma das doenças de animais que ela estava aprendendo... o desenho da guitarra veio da arte do meu primeiro álbum... (http://www.bumblefoot.com/adventures.php) A Vigier (http://www.vigierguitars.com) fez a guitarra e veio com o sistema interno que faz as asas saírem quando a barra de vibrato é pressionada.

Quais os seus Hobbies não musicais?

Ron: Não musicais? Não tenho muito tempo pra isso, haha. Passo um tempo com a família quando posso. Quando criança eu desenhava, pintava, esculpia, curtia também fotografias em P&B até meus vinte e poucos, mas desde então eu tenho feito meia-dúzia de tarefas integrais relacionadas à música de uma vez. Acho que o mais perto de hobbie não musical seria tirar fotos e postá-las no Instagram, haha.(Instagram name: bumblefoot)

Sua bio diz que você é um grande fã de comida apimentada. Você provou o tempero da comida indiana enquanto esteve em Dubai?

Ron: Eu mordi algumas pimentas por lá, haha, sim. Algumas boas comidas regionais, sim...! Onde eu vivo tem uma grande população indiana, é um local muticultural, então sou bem familiarizado com a culinária que você encontr em Dubai. Coisa boa!!

*Vencendo o desafio de curri apimentado no Brick Lane Curry House em NYC – o restaurante pareceu no programa “Man Vs. Food” por ter o curry mais apimentado de NYC... http://twitpic.com/21oc75

Depois de ler sua bio, parece que você passou por vários problemas durante a vida, e tentou muitas soluções alternativas, embora elas não tenham funcionado. Você diria que a música acabou sendo a fonte de esperança e felicidade para você esse tempo todo?

Ron: A música foi sempre isso, sim. As dificuldades aparecem quando os 'negócios' matam seu espírito e transformam a música em sua fonte de estresse. Essa é a parte difícil – quando a música tem retirada seu poder de cura, que se torna um território perigoso.

Como foi tocar ao lado de Joe Satriani? Como guitarrista, não pude deixar de ficar empolgado ao ler sobre isso em seu website!

Ron: Ele é um músico incrível, mas também uma boa pessoa. Ele sempre foi gentil, calmo, engraçado, inteligente, um cara comum. Tocar com a pessoa é a parte que eu gosto, tanto quanto com o músico.

Você teve chance de visitar pontos turísticos em Dubai? Presumo que você teve mais tempo pra isso com o Point of View do que quando esteve com o GNR. 

Ron: Tivemos! Os hotéis e shopping extravagantes, mas também o mercado e os bairros, tive um divertido gosto diversificado de Dubai. Mas ainda há mais para ver e fazer, eu preciso voltar!

Em quais projetos está trabalhando, e podemos esperar alguns lançamentos no futuro próximo?

Ron: Ano passado eu lancei 9 singles do Bumblefoot (http://www.bumblefoot.com/store.php), cada um com transcrição, mixagem alternativas e pistas de gravação. Eu produzi e lancei os álbuns de estreia das artistas Alexa Vetere (http://itunes.apple.com/album/breathe-again/id514980356) e Poc(http://itunes.apple.com/album/rise-above/id529724762) e toquei guitarra e finalizei mixagem/masterização para o rapper Scarface em seu vindouro lançamento “Work Ethic”. Estive na estrada desde então, e nos intervalos eu fiz participações com solos em diferentes discos (http://www.bumblefoot.com/discography-guest.php), fiz shows de caridade, e estarei na estrada em breve mais uma vez. Eu gostaria de ter escrito com o GNR mas a vida tem um jeito de atrapalhar os planos – espero começar a escrever com eles quando nos reunirmos. E espero voltar para Dubai em breve, gostaria de fazer um show para ajudar a Dubai Autism Center (http://www.dubaiautismcenter.ae) e farei meu melhor pra que isso ocorra. Tenho grande gratidão e respeito para com Nik Uzi (Point Of View , vocalista) e todos que me mostraram um mundo maravilhoso em Dubai!